

É muito fácil culpar a “falta de organização”, mas além de falsa, é uma justificativa prejudicial. Quando a rotina se torna insustentável, é importante compreender as exigências, relações e condições que participam do cansaço, da procrastinação e da sensação de não conseguir dar conta.
A psicoterapia pode ajudar a compreender aspectos da relação entre trabalho, rotina, autocobrança, descanso e projetos de vida que passar desapercebidos no dia-a-dia e que podem levar a dificuldades com as obrigações cotidianas.

Talvez a rotina esteja difícil porque você…
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não consegue ou sente culpa ao descansar;
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tem dificuldade para iniciar, manter ou concluir atividades;
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procrastina e depois se critica intensamente por isso;
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vive com cansaço, mas sente que deveria produzir mais;
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sente insatisfação ou falta de direção em relação ao trabalho e à carreira;
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Entende-se como culpado, incapaz ou despreparado para lidar com as obrigações;
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perdeu interesse ou sentido em atividades que antes eram importantes;
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organiza a vida principalmente a partir das expectativas de outras pessoas.
Essas experiências não possuem uma única causa e não definem quem você é. Compreendê-las exige considerar sua história e as relações e condições concretas que organizam sua vida.

A maneira como utilizamos o tempo é atravessada por condições econômico-sociais, condições de trabalho, cor e gênero, relações, expectativas sociais e possibilidades reais de descanso. Por isso, dificuldades de rotina não devem ser automaticamente interpretadas como preguiça, incapacidade ou falha de caráter.
Na psicoterapia, podemos compreender como a paralisação, a dificuldade de concentração, a procrastinação são estratégias ruins de defesa de emoções incômodas como ansiedade, insegurança, medo, autocobrança etc.
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compreender o ciclo entre exigência, ansiedade, adiamento e culpa;
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reconhecer prioridades e limites reais, e não apenas expectativas idealizadas;
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avaliar a relação entre trabalho, identidade, reconhecimento e autoestima;
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construir formas mais sustentáveis de organizar tarefas e descanso;
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examinar escolhas profissionais e projetos de vida;
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retomar atividades de cuidado, convivência, criação e lazer;
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estabelecer atividades de lazer e descanso como necessidades, não recompensa;
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diferenciar responsabilidade de autocobrança punitiva.
A psicoterapia não é um serviço de coaching ou de otimização de produtividade. A proposta é compreender o sofrimento e ampliar as possibilidades de ação, sem adaptar a pessoa de forma acrítica a condições que a adoecem.

Você pode entrar em contato para conhecer uma psicoterapia que considera sua história e as condições concretas da rotina e do trabalho.
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