

No senso comum é compartilhada uma crença que se apresenta de duas formas. Na primeira, há a exaltação de quem vive de arte, como sendo um privilégio de quem nasceu com um "dom" e, por isso, "quem vive do que ama, não trabalha um dia da vida". Por outro lado, há um menosprezo pela decisão profissional por essa área, como se fosse menos importante. É comum ouvir "você trabalha ou só vive de música?".
Porém, por trás dessa aparência de "viver do que se ama" estão horas e horas repetições, exercícios, escalas, solfejos, dedilhados de práticas e treinos construídos por disciplina que a sociedade ou quem consome música não está consciente.
Essa combinação de dedicação intensa, falta de reconhecimento e valoração social, junto a uma indústria competitiva e exploratória que nos últimos tempos tem se agravado com o avanço das plataformas de streaming e inteligência artificial, pode levar à experiência de sofrimento complexo.
O primeiro contato serve para conhecer o atendimento, consultar horários, esclarecer dúvidas.
Vamos juntos?

Talvez você esteja vivendo situações como…
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desmotivação e falta de sentido;
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preocupação com instabilidade financeira e futuro;
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autocobrança e perfeccionismo;
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cansaço e esgotamento como resultado de falta de sentido;
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insegurança para se apresentar em público e compartilhar seu trabalho;
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exposição e medo de julgamentos;
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sentimento de impostor e insuficiência como profissional;
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rotina de trabalho desestruturada que afeta necessidades básicas;
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dificuldade de descansar e relaxar;
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perda de satisfação com a música;
A vida como músico pode produzir um sofrimento específico que é difícil de ser compreendido por quem não está no mundo da música. Mas isso não minimiza ou desqualifica suas dificuldades.

Na abordagem histórico-cultural, buscamos compreender o sofrimento considerando a história e as condições concretas em que ele se constitui.
Os desafios para os músicos se dão a partir de uma sociedade que não entende a importância da arte na formação humana e que muitas vezes a consome como produto, de forma utilitária. Isso em um mercado em que a desvalorização leva a maior geração de lucro.
Compreender essas condições não significa que não há nada a ser feito ou que não há solução. É importante entender que não se trata de um fracasso individual para que também seja possível construir maneiras mais positivas de lidar com esse contexto.
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nomear e compreender sentimentos que parecem incompreendidos e individuais;
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investigar acontecimentos, relações e condições associadas ao sofrimento gerado pela atividade de trabalho;
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compreender contexto e desafios específicos da área e da profissão;
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estabelecimento de diferença entre desafios da área e capacidade pessoal;
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reconhecer necessidades negligenciadas;
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observar e construir possibilidades múltiplas de atender às necessidades;
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compreender e estabelecer limites para autocobrança, expectativas e empenho;
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reconstruir gradualmente atividades de cuidado e organização do cotidiano;
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identificar relações e espaços em que seja possível encontrar apoio e pertencimento;
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facilitação de estabelecimento de objetivos e construção de estratégias para alcançá-los;
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retomar sentidos, interesses e prazeres da atividade;
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ampliar percepção de possibilidades e campos de atuação;
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avaliar, quando necessário, a importância do acompanhamento conjunto com outros profissionais ou serviços de saúde.
A psicoterapia não promete resolver problemas da indústria da música. A proposta é construir e resgatar os sentidos que levaram à escolha da profissão e também construir possibilidades mais saudáveis de se relacionar com a música, para que esta atividade de trabalho desafiadora não leve ao adoecimento.
Você pode começar apenas perguntando sobre o funcionamento. A decisão de iniciar pode ser tomada depois, com as informações necessárias.
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*Este canal não oferece atendimento de urgência ou emergência


